sexta-feira, 7 de setembro de 2012

~ Deutschland: nochmal, eine Möglichkeit.

Faz um tempo que não apareço por aqui. Desculpe se frustrei a expectativa de alguém. Eu juro que tentei pra caramba fazer desse blog algo único, pra ficar marcado. Seria "aquele que eu consegui publicar até o final". Mas bem, não foi.

Vez por outra passo aqui pra reler as histórias e os poucos comentários. Lembro de cada momento. É bom. Mas bem, voltei aqui pra dizer pra quem estiver de passagem que surgiu uma possibilidade de voltar pra Alemanha. Por mais tempo, em outra cidade, pra estudar numa faculdade.

O caminho até lá é longo, mas bem, não custa tentar. A primeira etapa é conseguir atingir uma nota boa no teste de proficiência. Pra isso tenho que retomar meus estudos, que ficaram parados desde a volta da viagem (mantidos apenas pelo facebook e pelo Gmail que estão em Alemão).

Por hora, as notícias são essas e não são muito animadoras. Mas quem sabe, este aventureiro não volta pra Vaterland pra tentar contar um pouco mais sobre as coisas/pessoas/lugares de lá.

PS: Aos que conhecerem falantes de alemão e/ou tiverem amigos alemães, bitte, recomendar o link do blog pra que eles possam corrigir meus próximos textos. Sim, vou republicar tudo o que havia escrito anteriormente em alemão para treinar e quero uma consultoria grátis de correção de textos. :)

Liebe Grüsse.

Olympiastadion Berlin
(onde Hitler foi desafiado por atleta negro em 1930 e onde Zidane deu a cabeçada em Materazzi em 2006)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

~ Frankfurt, a Eurostadt.

2 horas e 59 euros depois, estava eu chegando de trem a Frankfurt (curiosidade: na Alemanha, existem 2 cidades com esse nome: Frankfurt (Oder) e Frankfurt Am Main. A primeira, até onde eu soube é um interiorzinho fim-de-mundo na divisa com a Polônia; a segunda é o maior centro econômico da Europa, por possuir um dos maiores e mais centrais aeroportos, sediar empresas de diversos segmentos e inúmeros bancos, incluindo o Banco Central Europeu). A expressão 'Am Main' significa algo como 'no Meno'. Main é o nome do rio que passa pela cidade (Meno é o nome em português). Então é como se o nome da cidade fosse Teresina no Parnaíba, Fortaleza no Cocó, Recife no Capibaribe etc.

Continuando com as comparações, FaM pode ser considerada a São Paulo alemã (reservando-se, claro, as proporções - Frankfurt possui apenas cerca de 3 milhões de habitantes). Digo, é uma das cidades que mais recebe turistas no país, mas geralmente, estes vêm a negócios, não podendo ser considerada uma cidade com tantos atrativos turísticos.

Como já tinha almoçado em Nuremberg, parti direto pro hostel que ficava a 5 minutos da Hbf. A grande surpresa pra mim é que ele ficava na Rua Payssandu de Frankfurt. Payssandu é o nome de uma rua do centro de Teresina, que, como qualquer outra rua do centro de uma cidade Brasileira é cheia de lojas e, portanto, vendedores e clientes o dia todo. À noite, ela serve de bordel a céu aberto ou, em outras palavras, 'ponto' de prostituição. Isso mesmo, o hostel ficava numa espécie de Red Light District. De qualquer maneira, o 5 Elements Hostel foi, de longe, o melhor hostel em que eu fiquei, em relação a infra-estrutura, diversão pros hóspedes, proximidade aos hotspots da cidade.

Saí a tarde pra ir conhecer alguns lugares. Passei por uma passarela sobre o tal rio Meno, visitei o Museu da Arquitetura (muito legal! Havia uma exposição temporária sobre Ernst May, um urbanista 'frankfurtense' e uma fixa que mostrava várias maquetes de construções dos diversos períodos/locais históricos (pedra furada, Grécia, Roma, Idade Média até os dias de hoje), vi de perto uma infinidade de arranha-céus (z.B. Deutsche Bank, Banco Central Europeu, Main Tower - subi lá no topo... a cidade é realmente linda! -, Frankfurter Dom, Caricatura Museum (momento legal, em que eu percebi que já consigo entender humor alemão :D)

De noite, voltei ao hostel e fiquei por lá mesmo (não tinha dormido bem na outra noite e o dia tinha sido cansativo). Encontrei com 3 brasileiros: um gaúcho, uma paranaense e um paulista. Todos estavam morando na Irlanda, sendo que o paulista não estava em Dublin, como os outros dois. Conversamos pra caramba, cada um contando das suas experiências pela Europa. O gaúcho e a paranaense iriam no dia seguinte pro Marrocos, passar 2 noites no deserto; o paulista tava indo pra Oktoberfest em Munique (ele caiu na pegadinha alemã e foi parar em Frankfurt (Oder) antes de chegar em FaM).

No dia seguinte, nem consegui sair ainda cansado. Fui direto já encontrar a próxima carona, que me levaria pra Köln, uma das mais lindas e aconchegantes cidades da Alemanha, apesar de ser relativamente grande.

Fotos de Frankfurt em: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.201546733247738.46729.100001772385053&type=1

~ Nürnberg: do Nazismo aos Direitos Humanos.

Seguindo a viagem, parti cedo pra Nürnberg. O cara que me deu carona não parecia com uma pessoa específica, mas sim, com um estereótipo: velho que quer ser charlador em carro velho. Talvez não fique tão claro pra vocês, mas vocês me entenderiam se o tivessem visto.

Desci na Nelson-Mandela-Platz, atrás da Hauptbahnhof. Almocei no Burger King e fui caminhando pro hostel (cerca de uns 10 minutos da estação). Até então, eu nada sabia sobre Nuremberg, a não ser que havia a denominação Altstadt (cidade antiga) pra uma região da cidade, onde ficava o hostel. Depois descobri que essa região era o equivalente a toda a cidade, no início de sua história. Não tenho certeza quanto ao passo-a-passo cronológico, mas é possível que já nessa época a tal cidade antiga era rodeada pelos muros que se mantém até hoje ('se mantém', uma vez que a cidade foi destruída na Segunda Guerra Mundial e o que está lá hoje é fruto de uma reconstrução, segundo os guias, idêntica a original).

Já que já introduzi o contexto histórico, vale destacar que Nuremberg era uma espécie de capital da Alemanha Nazista. Diversas reuniões do Partido Nazi aconteciam lá e um dos maiores fluxos migratórios de judeus (e além fiéis de algumas outras religiões e etnias específicas) partiu de lá. O legal foi que eu descobri isso logo após ser recepcionado por uma menina no melhor estilo Skinhead (ok, talvez ela fosse apenas punk, mas foi impossível não fazer a associação), e eu não possuía qualquer garantia de que lá não era, de forma alguma, um reduto de neonazis... isto é, até então. Após uma lida nos guias, vi que Nuremberg após todas as estupidezes (está certo isso?) tornou-se a Cidade dos Direitos Humanos, tendo até sido eleita por algum instituto cujo nome me foge a memória.

Ao contrário de Stuttgart, Nürnberg me pareceu uma cidade riquíssima em história, a se perceber a partir da infinidade de lugares para se conhecer recomendados pelos guias (além dos que eu vou citar aqui, havia, por exemplo, o Planetário Nicolau Copérnico e o Castelo da Faber-Castell - que só abre no 3º domingo de cada mês). Meu problema com a cidade foi mais circunstancial. O que rolou: cheguei às 13h no hostel. Meu quarto só estaria liberado às 14h. Nesse tempo fiquei na internet (e-mail, facebook etc.). Só após entrar no quarto (do qual eu e nenhum dos demais hóspedes tínhamos a chave, a porta ficava aberta) decidi ir atrás do próximo hostel e da próxima carona. O hostel foi tranquilo, fechei de boa. Mas a carona não rolou nesse momento. Liguei pra uma menina que não me atendeu. Enviei mensagem e nada! Até que achei uma espécie de escritório que faz esse tipo de agendamento também. Era mais caro, mas era mais certo. Depois de várias idas e vindas (literalmente, do hostel pro escritório, do escritório pro hostel, por falta de documentos, dinheiro, telefone etc.), fechei lá tudo certinho. Da última vez que voltei pro hostel deixei meu celular carregando e fui pra cidade. Essa novela terminou já por volta das 16h. Considerando que quase tudo (museus, exposições etc.) fechava às 17h, não pude aproveitar muito da cidade. Tudo o que fiz foi passar na frente de alguns pontos destacados no mapa, tendo um deles nem valido tão a pena: a Messe Nürnberg.

Por algum motivo, na minha mente eu tinha que Messe significava Feira. E (BINGO!) SIGNIFICAVA! Só que não o tipo de feira que eu tava pensando. Messe é o nome que eles dão pra centro de convenções. Cheguei no tal lugar e não vi muito mais do que um prédio enorme no meio do nada e uma galera vestida de terno e gravata. De lá, fui no estádio de Nürnberg (outro que não valeu muito a pena) e em seguida voltei passando pelo Reichsparteigelände, que é onde atualmente estão arquivados diversos documentos do período nazista, vizinho ao lugar onde aconteciam as reuniões. E meu chapa... essa volta deve ter me feito emagrecer uns 2 kg, porque eu caminhei e não foi pouco, viu?

À noite quando chego no hostel, tenho várias ligações não atendidas e uma mensagem. As ligações eram do escritório. O motorista cancelou a carona porque tinha ficado doente. A mensagem era da tal menina pra quem eu tinha ligado dizendo que ainda tinha vagas no carro. Ligo pra ela e já estavam preenchidas. Pense num desespero grande! Não consigo marcar outra carona. No dia seguinte ainda fui lá no ponto de encontro que a menina tinha marcado, mas não encontrei nenhum carro que parecesse estar esperando pessoas pra pegar carona. O jeito foi ir de trem pra Frankfurt. Só destacando: antes disso, ainda fui nos Museus Ferroviário e da Comunicação (este último é sensacional! Trata de todos os tipos de comunicação: escrita, falada, visual, humana, animal etc.). No mais, deixei Nürnberg com uma ótima impressão e com uma vontade de voltar pra conhecer muito mais!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

~ Nächste Halte: Stuttgart

Antes de tudo, peço desculpas pela displicência com a falta de atualização do blog. Nunca achei que isso pudesse acontecer, mas da mesma forma que mudei alguns outros conceitos, mudei esse também: Pra blogueiro, vocação é, de fato, necessário (ou então uns 2 ou 3 zeros na conta do Google Adsense).

Mas então, como disse, depois de virar a última noite em Munique, fui para Münchner Freiheit Haltestelle (estação/parada de ônibus/trams Liberdade Muniquense (?)) esperar a próxima carona. Muuuito frio, brother! E vai uma dica esperta: se um dia você pegar um mitfahrgelegenheit pra viajar pela Alemanha (ou pra fora dela) e o cara disser o nome do carro, não hesite em olhar o modelo no Google Imagens. Especialmente se nome tiver Kombi (Ford Focus Kombi, por exemplo): ELES NUNCA SE PARECERÃO COM UMA KOMBI! Se possível, tente pegar a cor e a placa (pelo menos o início).

Acho que não falei no texto anterior, mas todos os motoristas que eu encontrei nesse caminho aí pareciam com alguém. O cara que me levou pra Munique parecia era aquele cara cujo nome me foge à memória agora, mas é aquele velho que sempre anda com um gato nos braços, no Harry Potter. Esse que me levou pra Stuttgart era o Dr. House, só que em vez de médico, era Engenheiro da Bosch. Muita névoa no caminho e o cara indo a 200 km/h, com uma das mãos ocupadas com o café da manhã dele (uma rosca típica de Munique) ou um copo de café: TEMÇO!

Por sorte, o cara passou na frente do Hostel onde eu iria ficar. Cheguei umas 9 da manhã e não podia ir pro quarto ainda. Então só ajeitei o hostel de Nuremberg, que seria a próxima cidade, e a próxima carona e fui pra cidade. Stuttgart me pareceu uma cidade bem mais ou menos, mas tenho receio de fazer mais comentários sobre porque minha experiência não foi, particularmente, muito boa. Estava sem dormir, cansado e dei a sorte de estar lá na segunda-feira, o dia em que nada abre. Logo, vi tudo muito superficialmente... ou melhor, por causa do cansaço, nem vi tudo, já que decidi voltar pro hostel pra dormir, mas enfim, tudo o que vi foi superficial.

Basicamente, andei pelo Schlossgarten (que é um parque perto da Hauptbahnhof, com um castelo e alguns prédios históricos de Stuttgart (Neues Schloss, Stuttgarter Ballet, Stuttgarter Theater, por exemplo). Os guias pouco explicativos não me permitem falar um pouco da importância histórica de cada um, mas se vocês lerem na Wikipédia, saberão tanto quanto eu. :) Um pouco mais afastado, mas ainda perto, fica o Planetarium Stuttgart e a Staatsgalerie. Depois disso, fui na Fernsehturm (a 1ª do mundo), que não tem nada de especial além disso (Stuttgart não ajudou com uma boa vista lá de cima também). Passeios mais tradicionais de Stuttgart como a visita ao(s) Museu(s) da Mercedes e/ou da Porsche (montadoras sediadas lá) não rolaram porque, como disse, tudo fecha na segunda-feira. As fotos vocês podem conferir aqui. Fica somente aqui a minha única reclamação, de fato, sobre Stuttgart: misturar o U-Bahn com o Strassenbahn não foi nem de longe uma boa idéia. Pra quem não lembra mais da diferença, o U deveria andar somente debaixo da terra e o Strassen, como o nome sugere, pela rua. O U-Bahn de Stuttgart faz os dois, o que é ruim porque você não tem a escolha de pegar algo mais rápido, só existe isso e, claro, o S-Bahn.

No hostel, fiquei com 5 outras pessoas mas só conversei com um cara, do México, que iria ficar em Stuttgart pra estudar. No dia seguinte, saí cedo pra Hbf pra encontrar a carona seguinte, que me levaria a Nürnberg. Vou tentar ainda essa semana contar como foi lá (um pouco melhor que Stuttgart). Auf Wiedersehen!

sábado, 8 de outubro de 2011

~ Erste Halte: München

[Em outro trem, indo de Hannover pra Berlin, o que significa que eu levei mais uma facada no bolso].

Por ser a primeira viagem, fiquei bem tenso, em relação ao cara não aparecer ou ser algum sequestrador, sei lá. Além disso, o ponto de encontro era diametralmente oposto a casa onde eu moro. Não que o problema fosse chegar lá, mas sim, saber onde exatamente deveria ficar (quando você chega na estação, há diversas saídas e nem sempre é tão fácil achar a que vai pra uma determinada rua, apesar das placas).

Por sorte, encontrei com outras duas outras pessoas que iriam também e ficamos esperandos juntos. Um cara já estava no carro quando ele chegou e uma outra menina chegou pouco antes de partirmos. Então, funcionou normalmente: malas no bagageiro, cinto afivelado, pé na estrada. A única observação é: biiixo, tenho muita agonia da introspecção desse povo. Não entra na minha cabeça como é possível 6 pessoas dentro de um carro não trocarem uma palavra durante 6 horas de viagem! É praticamente um ônibus (o carro até meio que sugeria isso, era tipo uma Topic/Towner).

Não vou me alongar por mais que duas frases pra falar sobre as condições da estrada. Pronto, essas foram as duas. O caminho é muito bem sinalizado, apontando sempre a direção das diversas cidades ao redor. Curiosidade: em nenhum momento passamos por dentro de alguma cidade. É sempre auto-estrada e dependendo de pra onde você quer ir, você entra numa 'Ausfahrt' ('ida para fora').

Atrasamos cerca de uma hora e meia porque, acreditem ou não, pegamos trânsito. No início da viagem tinha muitos carros, mas era apenas tráfego intenso (um monte de carros a 120 km/h), mas em alguns trechos da estrada a gente foi bem lento, talvez por causa de algum acidente (a polícia passava às vezes ao nosso lado: tão lindo todos os carros dando passagem pra polícia. Não que eu nunca tenha visto isso no Brasil, mas nas ruas estreitas de Fortaleza os carros precisam subir calçada, meio-fio, o que for... Aqui eles manobram um pouquinho e pronto, o caminho tá livre!).

Logo na chegada já fui bem recebido pela minha paixão em Munique: o Allianz Arena, estádio do Bayern München. Sério, ele é sensacional, especialmente a noite quando iluminado. Passamos por toda a cidade até chegarmos na Hauptbahnhof.

Não tinha falado ainda: não fiquei num hostel em Munique. Em agosto, antes mesmo de vir pra Alemanha, conheci uma menina no facebook que viria também, só que pra München, até onde eu sabia ela era de São Paulo, devia ter de 18~20 anos e era frequentadora da Rua Augusta. Descobri depois que ela tava vindo porque namora com um alemão, mas vinha também pra estudar (e que na verdade é de Joinville). Numa dessas conversas, ela foi super gentil comigo dizendo que se eu fosse a München na época da Oktoberfest eu poderia ficar na casa dela. E aí eu recusei por orgulho 'fui pra galeeeera'!

Pois bem, depois de várias falhas de comunicação (porque eu não tinha crédito, ela tinha perdido o celular, só podíamos nos falar pelo facebook, e eu conseguia wi-fi na estação dependendo do lugar e não por muito tempo), conseguimos nos encontrar e então chegamos em casa. A Joana (a tal menina) foi super simpática, a ponto de me cozinhar um macarrão depois de um dia em que eu tinha apenas comido 2 pães com ovo no café da manhã. Ela ficou 'ainda mais legal' depois que eu soube que o namorado dela trabalha numa empresa como gerente de uns pubs e boates de Munique. Isso significa que ela (e no momento, eu também) tem free drinks forever. Saímos a noite pra um barzinho lá perto, passamos cerca de duas horas, tomei uma cerveja muito boa (que, ao que parece, só tem em Munique) e também um drink com melão, vodka e vinho branco que era bem gostoso.

A única ressalva sobre a Joana é que ela não é a pessoa mais politicamente correta. (pra falar a verdade, está bem longe disso). Isso por causa de frases como 'no avião eu sempre venho na cadeira do meio, aí não dá pra dormir porque dos dois lados tem sempre uma pessoa nojentinha' e 'os trens mais antigos não tem esse botão pra abrir a porta, mas uma maçaneta ~ pra economizar energia ~ (em tom irônico)' e também 'como que esse seu amigo vai pra Berlin com 17 anos e não leva uma identidade falsa? Quando eu fui pra Londres eu deixei a minha original no Brasil!'. No mais, ela é uma boa pessoa! =)

No dia seguinte, acordei umas 10 horas, porque iríamos pra Oktoberfest e pra pegar lugar nas tendas, tinha que chegar cedo. Mas ela e o namorado dela dormiram até umas 3 da tarde e ~ pelo facebook ~ ela me falou que iria às 5h. Sobre a Oktoberfest: é um mundo, brother!! Tá, Carnaval em Salvador também é lotado de gente, mas se for pra comprara acho que é mais lógico com o São João de Campina Grande. Isso porque a festa não se trata só de 'vamos sentar pra pagar 10 euros em um litro de cerveja e beber até cair'. É uma festa cultural mesmo, praticamente todo mundo se caracteriza com as roupas que foram utilizadas na primeira Oktoberfest, os garçons e as garçonetes dançam uma música típica e tal. Enfim, é o tipo de coisa que você tem que ir uma vez na vida pra saber como é e aproveitar bastante porque, meu chapa, haja dinheiro (as roupas são caríssimas, porque eles fazem em tecido muito bom e a cerveja, como eu já disse, também é - cara e boa). Lá conheci alemães, holandeses, irlandeses, italianos, indianos, afegãos, suíços, canadenses e... brasileiros! PUTZ GRILA, tem brasileiro é tudo que é lugar. Em Munique encontrei muitos!

De lá fomos pra o mesmo barzinho da noite anterior, mas depois de 2 litros de cerveja o sono veio 'de cum força'. Acabei dormindo lá e quando eu acordo não tem ninguém comigo. Fui por instinto pra casa (o caminho era bem tenso, tinha vários cruzamentos múltiplos de ruas) mas chegando lá não tinha ninguém (isso umas 3h da manhã). Esperei até às 6h e eis que consigo entrar em casa e dormir.

Por fim, no último dia, saí pra conhecer a cidade. Sobre isso, prefiro mostrar as fotos e comentar cada uma. Feito isso, fui atrás de uma outra mitfahrgelegenheit pra Stuttgart e consegui às 6:45 da madrugada (a qual, eu fiquei sem dormir). Continua nos próxmos textos! Tschüs.

(PS: desisti de publicar as fotos, vejam aqui. Em caso de dúvidas, deixar nos comentários). :)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

~ Bundesfahren

[Ainda dentro do trem]
Bom, começando a série especial 'Inception: Reise in der Reise' (viagem dentro da viagem). Neste primeiro texto, vou explicar mais ou menos o contexto em que a viagem está acontecendo. Nós próximos eu falo mais sobre cada cidade. Então, recaptiulando: vim pra Alemanha pra estudar Alemão. Mas ninguém vai pra outro país só pra estudar a língua que é falada nele. Então, aproveitamos pra conhecê-lo.

Depois de 4 semanas tendo /no máximo/ até /próximo/ de Potsdam (cidade da região metropolitana de Berlin), resolvi chutar e balde e conhecer logo 'o país todo de uma vez'. Já planejava a viagem desde a segunda semana (leia-se 'havia entrado na dieta da maçã-uva-ovo-pão-água-e-chocolate pra economizar dinheiro') e pensei: 'Bom, daqui ainda vou pra Paris. A experiência em Berlin não vem sendo tão intensa (zona de conforto: falar em português com brasileiros, inglês com os outros estrangeiros na Alemanha)... Vou sair pelas principais cidades do país (leia-se 'sedes da Copa do Mundo de 2006') pra conhecer o país (até porque já haviam me falado que na Alemanha, há Berlin e o resto da Alemanha - eu divido ainda em: Berlin, Estado da Bavária, resto da Alemanha).

Isso até seguiu a lógica de que não faria sentido eu vir pra Alemanha na época da Oktoberfest e não ir lá. Logo, como já iria pra Munich de qualquer maneira, pensei: pô, vou voltar devagar, parando pelo caminho. E assim foi: pesquisei passagens, hostels e vi que encaixava no orçamento (que para estar em um nível aceitável, sofreu várias restrições e está submetido a intenso controle).

Na quinta-feira passada, eis que tenho já tudo acertado em Munique menos transporte. Avião: 180 euros; Trem: 120 = me ferrei! Lembrei então do /mitfahrgelegenheit.de/. Esse site é tipo a idéia mais genial que já existiui para baratear viagens (se não estivéssemos na Alemanha/Europa, serviria também pra fazer novos amigos, mas esses filhos-de-umas-éguas são muito fechados). Fica a dica pra quem quiser empreender em algo do tipo no Brasil (só acho que a idéia precisa ser adaptada a cultura brasileira: pontualidade, segurança, condições das estradas, entre outros fatores, determinam o sucesso da idéia aqui!). Resumindo: quem vai viajar de uma cidade pra outra, põe lá o dia/hora que tá indo, Treffpunkt e o telefone/e-mail. Você liga, diz que tá a fim, pergunta se ainda tem vaga - essas 3 etapas podem se repetir. MUITAS VEZES! - e aí confirma com a pessoa. O valor é o próprio motorista que define.

Depois de umas 10~15 ligações, sem sucesso (tudo ocupado já), consegui falar com um cara que tinha uma vaga e aí... meus créditos acabaram! PUUUTA QUE PARIUUU! Fiquei indignado, brother. E eu ainda dei sorte de comprar um chip de uma espécie de Vivo, no Nordeste: ninguém tem e é uma dificuldade pra comprar comprar. Pensei, pensei e bingo! Comprei crédito pro Skype (ainda tenho que entender melhor a taxação das ligações/SMS, mas ao que parece vale a pena). O cara não me atendeu mais. Mais ligações e eis que consegui uma vaga (já quase 22h). PRIMEIRA VITÓRIA PESSOAL: Conseguir falar e entender o que a galera falava. Tá o vocabulário se repete, mas mesmo assim, me senti fodão.

~ Story of Berlin Museum

Neste momento estou dentro de um trem indo de Nürnberg pra Frankfurt Am Main. Isto quer dizer que vocês vão ter muitas notícias e detalhes sobre os últimos dias e que eu sofri uma facada grande (em relação a todo o dinheiro que tenho disponível) no meu bolso. Mas eu falo mais sobre isso no fim desse ou nos próximos textos.

Bem, acredito que dos últimos dias antes de embarcar nessa 'viagem muito louca, onde estou aprontando muitas confusões' (como diria o Narrador da Sessão da Tarde), o que ainda está pendente é a ida a Ku'damm. Já falei sobre ela aqui num texto anterior (dá uma procurada aí, tem uma foto minha com os 'ursos da Coca-cola'). Mas então, o que acontece é que dessa vez fui em busca dos United Buddy Bears e, por fim, achei.

A exposição em si não é nada demais: 140 ursos espalhados pelas calçadas de um cruzamento da avenida com outra rua. Mas o que é legal é o propósito dela: a intenção de se ter reunido um 'representante' de cada país é justamente a de promover o diálogo, a tolerância, o respeito, o entedimento entre as diversas nações. Além do conceito da exposição, tem também a parte legal que são os ursos em si. Alguns foram muito criativamente pintados e/ou adereçados (os que eu mais gostei eu tirei foto e publiquei no meu facebook. Se você lê meu blog, muito provavelmente me tem adicionado lá, então, é só um pulo pra conferir). Ela fica em Berlin até dia 3 de outubro. Ah, é... esqueci de dizer isso: os idealizadores são alemães, mas a exposição é itinerante e já passou por diversos países. Esperemos ela no Brasil (cujo o urso, por sinal, não retrata tão bem o país, mas sim uma nação indígena).

Após ver, um por um, todos os ursos (não lembro se falei, mas já deve ser de conhecimento público que o Urso é o símbolo de Berlin. Até onde eu sei, isso deve ao fato de 'Berlin' ter uma sonoridade similiar ao diminutivo de Urso em Alemão, 'Bär' - lê-se 'béa'), estava prestes a ir embora quando me deparei com o Story of Berlin Museum. Os sérvios que estudavam comigo lá na escola (estudavam porque eles foram embora semana passada) já tinham me falado sobre ele, que era enorme, muito legal e que havia também um tour por dentro de um Bunker (uma espécie de parafernalha em forma de concha, até onde eu entendi) que simula como seria um ataque nuclear.

Hesitei ao entrar, porque custa 8 euros (já incluindo a visita ao Bunker), e queria guardar grana pra essa viagem (não que eu me arrependa de ter ido pro museu, mas tá fazendo falta =/), mas como gostaria de ir de qualquer maneira, preferi ir naquele momento porque o acesso a Ku'damm está um tanto quanto conturbado (por causa de obras no meio da linha que teoricamente iria da estação perto de casa pra lá), enchi o saco de baldiação (que, pra quem não sabe/ia até o fim do ano passado, como eu, significa trocar de trem/ônibus etc.)!

O museu é muito irado, de verdade. Ele e o DDR estão nos meus TOP Museus. Não sei se consigo dizer 'esse é melhor, aquele é melhor', porque ambos envolvem você na história, mas de maneira diferente. Sem falar que o Story of Berlin é gi-gan-te (sobe-e-desce escada) e o DDR é menorzinho! Mas enfim, resumindo: O SoB Museum, como o nome sugere, fala de tudo sobre a história de Berlin: surgimento, crescimento, religião, arquietura, vida cotidiana, trabalho, esporte, cinema, música, política, economia, o Muro, Hitler etc. Seguem aqui algumas fotos. Infelizmente não pude pegar todo o museu porque a bateria descarregou bem no meio do passeio. Ah, não fui ao Bunker: cheguei às 5:30 no Museu (que para uma visita bem feita em riqueza de detalhes, leva cerca de 2 horas para ser percorrido). Cheguei às 6:10 no Treffpunkt (ponto de encontro), sendo que a visita iniciava ás 6:00 (eu e minha relação de amor e ódio com essa pontualidade alemã).




Não sei se dá pra ver o número, mas olha o tanto que Berlin cresceu de 1919 pra 1920!







Vale a pena dar uma lida no texto (Alemão e Inglês).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

~ Reisenachrichten

Desculpem-me a falta de assiduidade. Vou realmente tentar contar um pouco dos últimos dias assim que estiver mais tranquilo, sem muitas preocupações como horário de viagem, check-in, check-out, lugares pra visitar etc.
No momento, estou em Nürnberg (Nuremberg). Amanhã estou indo pra Frankfurt Am Main e já passei pro München (Munique) e Stuttgart.

De antemão o recado que eu tenho pra dar sobre a viagem é: nunca encarem um mochilão sem dinheiro pra viajar confortavelmente. Hospedagem pode ser fuleragem, comida pode ser pouca/ruim, mas não seja negligente com os traslados (é o que mais tem me dado dor de cabeça... e de bolso =/).

Um abraço diretamente de München! (@ Olympiastadion's roof)

E outro de Stuttgart (@ Schlossgarten)!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

~ Zusammenfassung

Vamos lá aos Höhepunkte dessa semana. Pra falar a verdade, acredito que tenha apenas dois pois andei um pouco mais quieto dentro de casa essa semana. São eles:

  • Sexta-feira passada fui a uma boate chamada Havanna Club. Como o nome sugere, a especialidade é música latina, embora outros ritmos mais genéricos façam parte do setlist dos DJs. Digo já de antemão que a experiência foi negativamente influenciada pelos trajetos de ida e de volta. Isso porque na melhor das hipóteses eu teria que pegar um ônibus e um trem pra chegar lá. Mas como à noite, a frequência dos meios de transporte em geral diminui, decidi pegar os primeiros que passavam, mesmo que eles estivessem indo por outro caminho e esse fosse maior. Resultado: na ida peguei 2 trams e 3 S-Bahnen o que me fez levar cerca de 1 hora e 20 minutos pra chegar (com uma circulação normal de 'Bahnen' eu levaria metade disso e ter esperado o trem que iria direto e tomá-lo me faria perder o mesmo tempo). Não bastasse isso, desci numa estação que o site da boate dizia ser perto: 20 minutos de caminhada! ¬¬ Mas enfim, cheguei. A boate começa diferente já da entrada: o caminho da rua até a porta da boate, é como se você tivesse entrando num daqueles palácios do Marrocos que aparece n'O Clone. Ou seja, a boate fica dentro de uma área residencial, e nesse caminho há vários avisos para que quem estiver passando não faça barulho. Chegando lá: 6,50 pra entrar. Espaço com 4 ambientes (Reggaeton, Hip Hop, Salsa e um outro que eu não fui não sei por quê). O lugar estava um tanto vazio mas depois foi enchendo. As pessoas, as roupas, as danças eram até mesmo familiares com alguns lugares/festas do Brasil. Ainda assim, no geral, o negócio não me agradou muito. Os preços praticados lá dentro não chegam a ser abusivos, mas são acima da média de Berlin. A decoração do lugar tinha um negócio que me agoniava um pouco: muitos espelhos. Biiixo, foi bizarro o número de pessoas que havia dançando de frente pro espelho, se achando muito gostoso/a. Mulheres, homens, novos, velhos enfim... Uma galera grande com fortes tendências narcisistas. No mais, a volta foi menos conturbada (1 trem e 1 ônibus) tirando o fato de que, além do cansaço e dos tempos de espera (que se tornam ainda mais insuportáveis quando você deseja nada mais que a sua cama), tive que caminhar um tanto pra chegar em casa diante de um vento frio com o qual nordestino algum se sente confortável.
Na estação """'perto""" da boate: um elevador que desce na diagonal. Novidade pra mim.

Antes de todo o caminho onde não se podia fazer barulho.

As quatro letras estão também em Berlin.
  • Finalmente, pude conhecer, por dentro, o Reichstag. Se bem lembrarem, o Reichtstag (ou Bundestag) é a sede do parlamento alemão. Sobre ele eu não vou ter muita coisa pra falar a não ser que ele já existe há um bom tempo e que foi restaurado em 1995, depois da queda do muro. Na entrada, eles fornecem um rádio para você ir escutando algumas informações. Estão disponíveis em diversas línguas, inclusive em português (de Portugal). No mais tenho só essas fotos pra mostrar:


Crachá de visitante: o que me fez perguntar "O que mais além de visitantes e funcionários tem aqui?"
Curiosidade: ninguém consegue entender a Brasilienische Führerschein (carteira de motorista). Sempre tenho que mostrar onde está o nome, a data de nascimento etc.


Elevador enorme, com uns 12 a 16 metros quadrados. E ainda com um espelho de frente pro outro...

Berlin Hauptbahnhof, vista da cobertura.

A cúpula: 900 toneladas de aço.




No pouco que eu ouvi do áudio, ele explicava que chuva e neve são levadas pra esse funil aí no meio e depois são levadas embora.

Philarmonie

Um monge (igual ao Voldemort!).

Bem, isso foi basicamente o que eu fiz nos últimos dias (mentira, ainda teve a ida a Ku'damm pra ir ver os United Buddy Bears - já tem fotos no meu álbum do facebook - quando fui, também, em seguida no Story of Berlin Museum, que é gigante e é genial também, comparável ao DDR, mas muito mais pela atenção que os objetos e cenários chamam do que pela interatividade. Mas sobre ele eu gostaria de falar melhor numa outra hora. No mais, informo que parto amanhã pra München pra conhecer um pouco da tradicional Oktoberfest (que, antes que você pergunte, acontece em setembro devido a fatores climáticos mais favoráveis que em Outubro). Durante toda a próxima semana, vou dar uma conhecida por diversas cidades, entre elas: Frankfurt, Köln, Düsseldorf, Stuttgart, enfim... Envio notícias assim que possível.

Liebe Grüße.

domingo, 18 de setembro de 2011

~ Warnung zu Seefahrer

Acredito este vá ser o texto mais curto de todos, mas eu tinha mesmo que vir aqui avisá-los que

EU CONSEGUI FAZER O PEDIDO COMPLETO NO BURGER KING!!!!!11

Poucas foram as vezes que eu senti a mesma coisa que hoje ao ver no display do caixa todas as orientações que eu fornecia ('ohne Salat, ohne Tomate, keine Mayo, kein Ketchup' hahaha).

E pra comemorar fica uma foto do Brazilian United Buddy Bear:


Uma boa semana a todos! Mando mais notícias nos próximos dias.
Auf Wiedersehen!