quarta-feira, 28 de setembro de 2011

~ Bundesfahren

[Ainda dentro do trem]
Bom, começando a série especial 'Inception: Reise in der Reise' (viagem dentro da viagem). Neste primeiro texto, vou explicar mais ou menos o contexto em que a viagem está acontecendo. Nós próximos eu falo mais sobre cada cidade. Então, recaptiulando: vim pra Alemanha pra estudar Alemão. Mas ninguém vai pra outro país só pra estudar a língua que é falada nele. Então, aproveitamos pra conhecê-lo.

Depois de 4 semanas tendo /no máximo/ até /próximo/ de Potsdam (cidade da região metropolitana de Berlin), resolvi chutar e balde e conhecer logo 'o país todo de uma vez'. Já planejava a viagem desde a segunda semana (leia-se 'havia entrado na dieta da maçã-uva-ovo-pão-água-e-chocolate pra economizar dinheiro') e pensei: 'Bom, daqui ainda vou pra Paris. A experiência em Berlin não vem sendo tão intensa (zona de conforto: falar em português com brasileiros, inglês com os outros estrangeiros na Alemanha)... Vou sair pelas principais cidades do país (leia-se 'sedes da Copa do Mundo de 2006') pra conhecer o país (até porque já haviam me falado que na Alemanha, há Berlin e o resto da Alemanha - eu divido ainda em: Berlin, Estado da Bavária, resto da Alemanha).

Isso até seguiu a lógica de que não faria sentido eu vir pra Alemanha na época da Oktoberfest e não ir lá. Logo, como já iria pra Munich de qualquer maneira, pensei: pô, vou voltar devagar, parando pelo caminho. E assim foi: pesquisei passagens, hostels e vi que encaixava no orçamento (que para estar em um nível aceitável, sofreu várias restrições e está submetido a intenso controle).

Na quinta-feira passada, eis que tenho já tudo acertado em Munique menos transporte. Avião: 180 euros; Trem: 120 = me ferrei! Lembrei então do /mitfahrgelegenheit.de/. Esse site é tipo a idéia mais genial que já existiui para baratear viagens (se não estivéssemos na Alemanha/Europa, serviria também pra fazer novos amigos, mas esses filhos-de-umas-éguas são muito fechados). Fica a dica pra quem quiser empreender em algo do tipo no Brasil (só acho que a idéia precisa ser adaptada a cultura brasileira: pontualidade, segurança, condições das estradas, entre outros fatores, determinam o sucesso da idéia aqui!). Resumindo: quem vai viajar de uma cidade pra outra, põe lá o dia/hora que tá indo, Treffpunkt e o telefone/e-mail. Você liga, diz que tá a fim, pergunta se ainda tem vaga - essas 3 etapas podem se repetir. MUITAS VEZES! - e aí confirma com a pessoa. O valor é o próprio motorista que define.

Depois de umas 10~15 ligações, sem sucesso (tudo ocupado já), consegui falar com um cara que tinha uma vaga e aí... meus créditos acabaram! PUUUTA QUE PARIUUU! Fiquei indignado, brother. E eu ainda dei sorte de comprar um chip de uma espécie de Vivo, no Nordeste: ninguém tem e é uma dificuldade pra comprar comprar. Pensei, pensei e bingo! Comprei crédito pro Skype (ainda tenho que entender melhor a taxação das ligações/SMS, mas ao que parece vale a pena). O cara não me atendeu mais. Mais ligações e eis que consegui uma vaga (já quase 22h). PRIMEIRA VITÓRIA PESSOAL: Conseguir falar e entender o que a galera falava. Tá o vocabulário se repete, mas mesmo assim, me senti fodão.

~ Story of Berlin Museum

Neste momento estou dentro de um trem indo de Nürnberg pra Frankfurt Am Main. Isto quer dizer que vocês vão ter muitas notícias e detalhes sobre os últimos dias e que eu sofri uma facada grande (em relação a todo o dinheiro que tenho disponível) no meu bolso. Mas eu falo mais sobre isso no fim desse ou nos próximos textos.

Bem, acredito que dos últimos dias antes de embarcar nessa 'viagem muito louca, onde estou aprontando muitas confusões' (como diria o Narrador da Sessão da Tarde), o que ainda está pendente é a ida a Ku'damm. Já falei sobre ela aqui num texto anterior (dá uma procurada aí, tem uma foto minha com os 'ursos da Coca-cola'). Mas então, o que acontece é que dessa vez fui em busca dos United Buddy Bears e, por fim, achei.

A exposição em si não é nada demais: 140 ursos espalhados pelas calçadas de um cruzamento da avenida com outra rua. Mas o que é legal é o propósito dela: a intenção de se ter reunido um 'representante' de cada país é justamente a de promover o diálogo, a tolerância, o respeito, o entedimento entre as diversas nações. Além do conceito da exposição, tem também a parte legal que são os ursos em si. Alguns foram muito criativamente pintados e/ou adereçados (os que eu mais gostei eu tirei foto e publiquei no meu facebook. Se você lê meu blog, muito provavelmente me tem adicionado lá, então, é só um pulo pra conferir). Ela fica em Berlin até dia 3 de outubro. Ah, é... esqueci de dizer isso: os idealizadores são alemães, mas a exposição é itinerante e já passou por diversos países. Esperemos ela no Brasil (cujo o urso, por sinal, não retrata tão bem o país, mas sim uma nação indígena).

Após ver, um por um, todos os ursos (não lembro se falei, mas já deve ser de conhecimento público que o Urso é o símbolo de Berlin. Até onde eu sei, isso deve ao fato de 'Berlin' ter uma sonoridade similiar ao diminutivo de Urso em Alemão, 'Bär' - lê-se 'béa'), estava prestes a ir embora quando me deparei com o Story of Berlin Museum. Os sérvios que estudavam comigo lá na escola (estudavam porque eles foram embora semana passada) já tinham me falado sobre ele, que era enorme, muito legal e que havia também um tour por dentro de um Bunker (uma espécie de parafernalha em forma de concha, até onde eu entendi) que simula como seria um ataque nuclear.

Hesitei ao entrar, porque custa 8 euros (já incluindo a visita ao Bunker), e queria guardar grana pra essa viagem (não que eu me arrependa de ter ido pro museu, mas tá fazendo falta =/), mas como gostaria de ir de qualquer maneira, preferi ir naquele momento porque o acesso a Ku'damm está um tanto quanto conturbado (por causa de obras no meio da linha que teoricamente iria da estação perto de casa pra lá), enchi o saco de baldiação (que, pra quem não sabe/ia até o fim do ano passado, como eu, significa trocar de trem/ônibus etc.)!

O museu é muito irado, de verdade. Ele e o DDR estão nos meus TOP Museus. Não sei se consigo dizer 'esse é melhor, aquele é melhor', porque ambos envolvem você na história, mas de maneira diferente. Sem falar que o Story of Berlin é gi-gan-te (sobe-e-desce escada) e o DDR é menorzinho! Mas enfim, resumindo: O SoB Museum, como o nome sugere, fala de tudo sobre a história de Berlin: surgimento, crescimento, religião, arquietura, vida cotidiana, trabalho, esporte, cinema, música, política, economia, o Muro, Hitler etc. Seguem aqui algumas fotos. Infelizmente não pude pegar todo o museu porque a bateria descarregou bem no meio do passeio. Ah, não fui ao Bunker: cheguei às 5:30 no Museu (que para uma visita bem feita em riqueza de detalhes, leva cerca de 2 horas para ser percorrido). Cheguei às 6:10 no Treffpunkt (ponto de encontro), sendo que a visita iniciava ás 6:00 (eu e minha relação de amor e ódio com essa pontualidade alemã).




Não sei se dá pra ver o número, mas olha o tanto que Berlin cresceu de 1919 pra 1920!







Vale a pena dar uma lida no texto (Alemão e Inglês).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

~ Reisenachrichten

Desculpem-me a falta de assiduidade. Vou realmente tentar contar um pouco dos últimos dias assim que estiver mais tranquilo, sem muitas preocupações como horário de viagem, check-in, check-out, lugares pra visitar etc.
No momento, estou em Nürnberg (Nuremberg). Amanhã estou indo pra Frankfurt Am Main e já passei pro München (Munique) e Stuttgart.

De antemão o recado que eu tenho pra dar sobre a viagem é: nunca encarem um mochilão sem dinheiro pra viajar confortavelmente. Hospedagem pode ser fuleragem, comida pode ser pouca/ruim, mas não seja negligente com os traslados (é o que mais tem me dado dor de cabeça... e de bolso =/).

Um abraço diretamente de München! (@ Olympiastadion's roof)

E outro de Stuttgart (@ Schlossgarten)!