sábado, 3 de setembro de 2011

~ Erste Berlin Nacht

Continuando a história, comecei a me aproximar de algumas pessoas (principalmente por causa da Mensa, já que a maior parte das pessoas vai todo dia almoçar lá). Estávamos eu, Marcela (BRA), Montaña (ESP), Orazio (ITA), Dragan e Andrea (SER) almoçando quando estes dois últimos nos falaram que no dia anterior tinha ido num museu legal que falava da história de Berlin, que era bem interativo e tal... Então, combinamos eu, Montaña e Orazio que iríamos lá às 16h. Acontece que antes disso já havíamos combinado de sair a noite pra jantar e ir a algum barzinho às 19:30 e como a visita ao museu duraria cerca de 3 horas não daria para voltar em casa e trocar de roupa.

Então decidimos ir pra casa e nos encontrarmos no museu e de lá iríamos juntos jantar. Acontece que antes de ir pra casa, eu fui resolver um problema: comprei um chip aqui que não havia funcionado no meu celular. Um amigo disse que o dele também não tinha funcionado e ele teve que comprar um aparelho aqui. Daí, então fui na Alexanderplatz fazer o mesmo.

Chego em casa pra testar o aparelho e acontece a mesma coisa: o celular não encontra rede. Descubro que tem ser feito uma espécie de registro do número e não sei o quê. O problema é que quando eu cheguei em casa, já eram 3:30 e eu nunca ia conseguir chegar a tempo no museu (e 16h é o único horário de visita com áudio-guia em inglês), afinal, o trasporte público de Berlin é ótimo mas ainda não faz milagres. Como também tava sem celular ainda não tinha como avisar que não poderia ir.

Fiquei um tempo em casa e fui novamente na Alexanderplatz pra ajeitar esse celular e enfim consegui (o que me deixou muito puto com aquele filho de uma égua que me fez comprar outro celular só pra usar a merda desse chip!). Como eram umas 18h, achei que daria tempo de ir ainda pro Museu pra esperar a saída do pessoal, mas quando estou a uma estação antes de chegar, sou informado de que já não estão mais lá e que já estavam indo pro local combinado. Dei uma volta do cacete pra chegar lá, mas tudo correu sem mais problemas.

Jantamos num restaurante chamado Cayetano que tinha cara de ser latino. Ele fica perto de Ostkreuz (/ostcroits/, cruzamento leste - é melhor compreensível vendo a malha ferroviária de Berlin), que pelo que eu pude ver é uma área com menos cartões postais e mais lugares pra se divertir (uma mistura de Dragão do Mar com Ana Bilhar, pra galera de Fortaleza). De lá, fomos pra um bar chamado Dachkammer, que não tem nada demais, mas é um ambiente legal.

De lá, fomos embora. O único empecilho que teve foi que pra chegar em casa eu tenho de pegar um metrô e um ônibus. Só que o ônibus não passa de madrugada (há um outro tipo de linha que SÓ passa de madrugada, mas nenhuma onde eu estava). Então da estação de Pankow, tive que vir andando pra casa (o que teria sido até legal se eu não estivesse me segurando pra não mijar nas calças). Se liga no percurso:


Exibir mapa ampliado

Felizmente, aí pelo meio do caminho tinha um Burger King, onde eu pude satisfazer minhas necessidades hahaha - a propósito, Burger King e McDonald's aqui são horríveis: sem os melhores sanduíches e até sem cheddar!!!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

~ Die Leben wie einer Berliner

Segundo dia e lá vamos nós. Como dito anteriormente, o negócio do tempo aqui me complicou bastante. Fui dormir tarde no dia anterior e tinha de acordar cedo. De novo me contorci pra conseguir tomar banho na banheiro (porque até então eu não sabia como fazer pra água sair pela ducha) e fui.

Aula repetida pra mim, mas nem por isso chata. Conheci a Camila, uma mexicana que tem muita cara de ser brasileira e que parece a Marina Person (olhando essas fotos que apareceram, não parece mais tanto, mas ainda assim lembra um pouco). Conheci porque ela sentou ao meu lado, após chegar atrasada e aí fizemos algumas atividades juntos. Fora isso, não nos aproximamos muito (o que, pra falar a verdade, tá sendo o meu grande problema aqui, pois eu entrei numa sala onde as pessoas já se conheciam há um tempo e já tem alguns laços. Algumas pessoas que andavam estavam no grupo já foram embora e as que ficaram são um tanto saudosistas =/)

No intervalo falei com o Andrew, o uberrrlandense sobre quem tinha falado anteriormente, que me levou a conhecer um italiano que agora mora da Áustria (ou Suíça, não lembro), e a falar com a carioca de Niterói ;), Marcela e com a espanhola de Cárceres, Montaña. No fim da aula fui conversando com a Mariana, de Recife e ela me deu umas dicas como a Mensa.

Mensa é o nome que eles dão para o que nós chamamos de RU (ou mais ao Sul do Brasil, de Bandejão). As principais diferenças são:
  • É self-service;
  • Tem muitas opções;
  • O valor não é calculado pelo peso (são tabelados);
  • A comida não é servida na própria bandeja, mas sim em pratos;
A foto não tá tão legal, mas acho que dá pra sacar a idéia.

Quanto a questão do valor, é isso mesmo: tipo, macarrão custa 2,37 euros. Não importa se você vai comer 200g ou 2kg, é 2,37. E de verdade, é barato pra uma refeição oferecida nesses moldes (cada almoço sai de 4 a 5 euros).

Enfim, almoçamos juntos (3 brasileiros, 2 sérvios, 1 mexicana e 1 italiana), mas alguns desses tinham aula a tarde, pois na escola há 3 modalidades: Standard (20 aulas por semana), Intensiv (24 aulas por semana), Premium (28 aulas por semana), e eles estão na Intensivklasse. Só não estamos eu e a Mariana. Ela iria, então, voltar pra casa (porque os pais dela estão vindo visitá-la e ela tinha que arrumar as coisas lá - ela mora com o namorado alemão). Decidi então alugar uma bicicleta pra conhecer melhor a cidade e vos digo: passem por essa experiência. Se vierem e, por acaso, forem ficar por mais tempo vale até comprar uma. O dia (8h às 20h - ou às 22h, dependendo da locadora) custa de 10 a 12 euros. Como já cheguei às 13h30m,  paguei 8 euros pra ficar até às 20h.

Há muito não andava de bicicleta e é muito bom, brother! Fui novamente na Fernsehturm, só que dessa vez sem as croatas vadias e pude melhor admirá-la. Cheguei inclusive a subir lá no 'topo' (a 203 metros do chão) - 11 euros se você comprar e ficar esperando o horário reservado para o número do seu ticket ou 19,50 se você quiser selecionar qualquer horário.

Eu, com bastante receio de não conseguir chegar a tempo pra devolver a bicicleta (porque o cara solicitou que eu deixasse o meu documento ou que fizesse um depósito de 300 euros como seguro pro caso de eu perder, quebrar ou roubar a bicicleta), comprei o mais caro e na hora de selecionar o horário, o espertão em vez de pegar 14:45 (imediato), pegou 16:45. Resultado: tive de esperar mais ou menos o tempo que teria caso tivesse comprado o ticket regular. Enquanto isso visitei diversos lugares sobre os quais eu não vou me alongar. Seguem as fotos:

Humbolt Universität: estátua do fundador.

Humbolt Universität

Unter den Linden: Avenida principal do centro de Berlim. Há vários tipos de passeio nela, inclusive de carruagem o que faz com que a cada 100 metros haja restos de cocô de cavalo. E claro, o cheiro é esse que você tá pensando mesmo.


UE

Brandenburger Tor: símbolo da unificação de Berlim.

No topo, fica a quadriga, estátua da deusa grega Irene (a deusa da Paz). Anteriormente, ela ficava virada pro lado Oeste, mas por ordem dos soviéticos, viraram-na parte o Leste.

Brandenburger Tor, visto do lado Oeste.

17. des Juni, avenida que leva a residência real, passando pelo Tiergarten.

Outro tipo de passeio na Unter den Linden.


A publicidade alemã não é sempre legal quanto essa.

Berlim, do topo da Fernsehturm.

Alexanderplatz, do topo da Fernsehturm.

Unter den Linden, do topo da Fernsehturm.

Museu (cujo nome me foge agora) na Museumsinsel (Ilha dos Museus).

Potsdamer Platz (onde se encontra uma Berlim totalmente diferente da que fica pro lado oposto).

Restos do Berliner Mauer (Muro de Berlim) - lado leste.


Lado leste.

Custo a acreditar que já havia QR Codes antes de 1989. :)

Nas ruas e calçadas, eles deixaram o rastro de onde ficava o muro.


Sede da pwc, em Potsdamer Platz.

Mais Potsdamer Platz.



Jüdisches Mahnmal (Memorial Judeu, no caminho do Brandenburger Tor para Potsdamer Platz).

Reichstag, sede do governo alemão.

Tiergarten.

Próximo da minha casa, no distrito de Pankow-Heinersdorf. Detalhe: 8:30 da noite.

Zampastrasse, minha rua.

Exemplo de rua, que serve pra carros, ciclistas e Strassenbahnen.


Synagoge

Roten Rathaus, sede do senado alemão.

Debaixo da Fernsehturm. (Curiosidade: Berlin está toda em obras.


Hall de entrada da Turm.

Unter den Linden

Humbolt Box: há algumas exposições aí dentro.

Mais obras.

Bauakademy: Escola de Arquitetura


Deutsche Geschichte Museum (Museu Histórico Alemão)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

~ Der erste Tag

Segunda-feira, 29 de agosto de 2011, 8:10 da manhã. A mulher do Herr Faller bate a minha porta dizendo que temos que nos aprontar. Acordei atordoado, buscando procurar me arrumar o quanto antes. Vou tomar banho e... lembra do banheiro que só tem banheira? Imagine agora (ou, melhor não) eu me contorcendo dentro dela pra conseguir me molhar, ensaboar e secar o quanto antes. Sério, banheira é legal e tal, mas não foi feita para o banho matinal.

Minha aula começa às 9h. E eu demorei a acordar porque aqui o sol tá se pondo às quase 9h da noite. Ou seja, não consigo dormir cedo porque não sinto que é hora de dormir. Quando sinto vontade de dormir, já é mais tarde, cerca de 2h da manhã. Sono pouco nas férias é putaria!

Fomos então. Caminhamos, pegamos o ônibus, em seguida o metrô, caminhamos mais um pouco e chegamos. Na estação do metrô, encontramos com a italiana que mora aqui e essa foi a única vez que eu a vi. Bonita e até mesmo sympathisch (/zimpatich/). Na escola, fiz o teste para saber em qual turma iria ficar. Enquanto aguardávamos o resultado, fomos eu e os novos alunos (em maioria feminina) pra uma Bäckerei (/becarai/, padaria). No grupo havia 2 croatas, uma espanhola, uma suíça e outra que eu não lembro de onde vem. As croatas são muito v-a-g-a-b-u-n-d-a-s, porque mesmo na roda, com todos em volta, elas insistem em conversar em Kroatisch (croata, croatês, croacês... sei lá) sabendo que ninguém tava entendendo nada (e ainda são fumantes!). Sou, por excelência, filho da puta com quem é filho da puta. Queria muito ter um amigo pra brasileiro naquele momento pra ficar conversando com ele coisas o tipo "Que rapariga safada, brother!" na entonação de quem diz "O café tá muito bom!". A propósito, caso queira tomar café aqui, vá onde sabem fazer: Starbucks! O resto é água preta (isso inclui o que é oferecido no avião).

Voltamos. Elas ficaram numa turma avançada em relação a mim, muito provavelmente pelo fato de que eu marquei alguns itens gramaticais pra revisão (eles nos perguntavam o que já vimos, não vimos ou queremos rever), porque, de acordo com o teste, eu poderia ficar na mesma turma delas. Quase chegando na sala encontrei 2 brasileiros: uma pernambucana, de Recife e um mineiro, de Uberrrlândia. Curioso foi que quando nos cumprimentamos, fizemos da mesma maneira que os alemães (e eu acredito, que os europeus de forma geral) fazem: apenas aperto de mão, sem qualquer sinal de efusividade brasileira. Descobri que fiquei na sala dele, onde estão também 2 sérvios, 1 mexicana, 1 colombiano, 1 espanhola, 1 japonês, 1 canandense, 1 francês, 2 australianos e mais uma brasileira, "do Rio" = de Niterói hahaha.

Quadro de avisos: excursões, reuniões em pontos turísticos etc.

O assunto abordado eu já sabia (foi um dos que eu tinha marcado pra revisão, meio que me arrependi disso). Ao fim da aula fui almoçar com o pessoal que tinha ido a padaria comigo, pois os brasileiros já tinham ido embora. Depois de rodar um pouco, certa indecisão e tudo, acabamos num restaurante italiano onde pedimos uma pizza. Na verdade, cada um pediu uma pizza. Dica pra você que quer vir pra cá: via de regra, os valores meio que se replicam de reais pra euros. Tipo, se você paga 3 reais em alguma coisa aí, aqui custa em torno de 3 euros. Comida nem tanto. Quando vi que custava 5 euros, achei que fosse uma pizza pequena ou mesmo só uma fatia. Mas na verdade era uma pizza equivalente a uma média no Brasil (o preço saiu mais ou menos o mesmo, dependendo da pizzaria de comparação). Segundo as meninas que estavam comigo (as 2 croatas e a suíça), é bem comum esse tamanho pra uma pessoa aqui. Comi tomando Coca-cola (ah, líquidos em geral, eles vendem em fração de litros: 0.2 L, 0.3 L, 0.4 L. E costumam ser bem mais caros que no Brasil).

De lá, voltamos pra escola pra esperar pela outra menina que eu não sei de onde é pra gente ir pra Alexanderplatz (/alecsandarplatz/, googla aí. É tipo a praça central da cidade), onde fica a Fernsehturm (/féarn-zê-túarm/, a torre de televisão) além de muitas lojas, shoppings, museus próximos (curiosidade: Berlin tem mais museus que dias de chuva) etc. De lá, fomos ao Berliner Dom (catedral de Berlin), que gigante, cheia de escadas nas laterais que nos levam a um corredor externo bem estreito de onde dá pra ver vários pontos da cidade.


Chegando na Alexanderplatz. No fundo, a Fernsehturm.

Alexanderplatz, de baixo de chuva (mas é na Alemaaanha, então tudo bem! ¬¬).
Essa loira de costas é uma das croatas vadias!

Ainda Alexanderplatz. Ao fundo, um Straßenbahn (uma espécie de bonde, que anda pelas ruas e divide espaço com os carros).

Hauptbahnhof: estação principal do metrô.

Mais Turm (detalhe para o céu deste verão europeu no qual eu pretendia fazer algo diferente, tipo tomar uns bons drink)

De novo a croata rapariga.

Nessa hora faz falta alguém pra tirar foto com/de você. A placa diz: conte sua história.

Berliner Dom.

Dentro do Dom: 4 euros para entrar.


Enquanto você tá lá, fica tocando umas músicas similares às de ópera muito tensas. É punk!
Por falar nisso, são realizadas óperas aqui.


Abaixo alguns projetos de como seria o Dom:








Um doce pra quem descobrir a curiosidade sobre essa foto.

Fernsehturm vista do corredorzinho do lado de fora do Dom.

Outra vista a partir do mesmo local.

De cima pra baixo. (tenho que descobrir o nome desse rio/canal/córrego. O cheiro de peixe é bem forte).

Espanhola gente boa.

Até ontem achava que essa era a Humbolt Universität, mas hoje visitei alguns desses prédios e tem alguns museus aí pelo meio.

Em seguida, as croatas foram embora e eu e a espanhola que tinha se juntado ao grupo novamente um pouco mais tarde pegamos um ônibus para a estação do Brandenburg Tor (/brandenbúark tôar/, Portão de Brandenburgo, símbolo da unificação das Berlins anteriormente divididas). Pegaríamos o mesmo S-Bahn, mas em sentidos opostos. Na volta, passei num supermercado, comprei maçãs, pães, salame e coca-cola. Cheguei em casa e praticamente jantei uma maçã. A boa notícia é que depois de um dia cheio como esse, ter uma banheira pra relaxar é muito, muito bom.

Antes de entrar na estação, tirei essa foto do Brandenburg Tor.
Hoje passei lá pra ver mais de perto e tals e tals. Mais fotos em breve.

1,99 euros por um quilo de maçãs chilenas. Chupa essa manga! Digo, morde essa maçã! (#trocadilhoinfame)