quinta-feira, 8 de setembro de 2011

~ Letzten Tage

[Nunca sei como começar...] Mas então... desde a última vez que passei por aqui pra contar sobre o meu dia, passaram-se várias coisas, que, na verdade, nem valem tanto a pena entrar em detalhes (porque muitas delas são meio irrelevantes mesmo, do tipo, passei o dia em casa no domingo, ou comprei um shampoo aqui porque trouxe dois condicionadores por engano etc.). Mas de novidades teve:

  • Experimentei Kebab, que é uma especialidade turca que se espalhou pela Europa, e nada mais é que uma espécie de pão árabe (o nome do pão é Pita) onde o cara põe iogurte ou molho picante (referências apontam que pôr o iogurte 'caga o pau' e, por experiência própria, o molho picante é gostoso, mas claro, como acontece com todos os molhos picantes, você se arrepende de ter pedido), carne e verduras (claro, ao gosto do freguês). Até uns dias antes de vir pra cá, nunca tinha ouvido falar sobre isso no Brasil, mas lá em Fortaleza vi que tem uma Kebaberia na Av. Santos Dumont, quase no cruzamento com a Barão de Studart, perto da Mali Malu. Chama-se, sugestivamente, Kebab House. PS: Vá por conta própria. Não garanto que você vá gostar do negócio, e muito menos do preço porque lá parece ser daqueles lugares que você paga 3 reais numa Coca-cola lata. Caso alguém vá ou já tenha ido, deixa um comentário falando sobre :)
  • Fui pra uma boate chamada Fritz. Não espantosamente fica no leste da cidade, onde, como já disse, parecem ficar menos cartões postais e mais badalações berlinenses. Não sei se é todo dia, mas fui na sexta-feira e eles me cobraram 3 euros pra entrar. O lugar é enorme, tem um espaço que toca rock, outro que toca música tipo 'Na Balada Jovem Pan' (a gente precisa ter um nome melhor pra referenciar esse tipo de música. Não é música eletrônica, não é - só - Pop, enfim...) e outro que eu acredito que deva tocar música eletrônica, mas que eu não passei mais de 2 minutos lá. Se estiver frio, lá tem guarda-roupa pra casaco por 1 euro. 500 ml de cerveja custa 3,5 euros e dois copos de vodka de com gelo e limão (foi isso o que eu entendi, mas na verdade acho que era Smirnoff Ice) custam 6 euros. Recomendo!
  • No sábado era pra eu ter ido pra Leipzig, uma cidade do leste alemão, com 500 mil habitantes, a 200 km de Berlin junto com uma galera da escola, mas como eu cheguei da boate acima 5 da manhã e o trem partia às 8:30, não rolou. Passei o dia em casa e à noite, veja só, a safada daquela croata veio falar comigo no facebook perguntando se eu ia sair, pra onde etc. Quase iria sair com ela e com as amigas dela, mas 10 minutos antes, sem ter muito o que fazer e enfadado de ficar em casa, fui pro cinema com uns brasileiros que estudam lá na escola. Fui ao Sony Center, na Potsdamer Platz. O Sony Center é uma espécie de shopping, só que ele é meio aberto (tem vários vãos por onde você pode entrar e sair). Um coisa é certa: ele é iradíííssimo. Dá uma googlada aí pra ver. Eu tentei tirar algumas fotos, mas a minha máquina, por algum motivo não tira mais fotos com flash, e aí ficaram bem tremidas. 12 euros pra ver "Os Três Mosqueteiros" em 3D. OBS: Esse foi o meu primeiro filme em 3D e, brother, sinceramente, não vale a pena. Ok, você vê aqui e acolá uma coisinha mais distante da outra, mas por várias vezes que eu tirei o óculos pra comparar, dava no mesmo. 3D agora só na Sérvia (onde, segundo as duas pessoas de lá que estudam comigo, custa 4 euros a sessão 3D).
Teto do Sony Center.
  • Na segunda-feira, fui na Kufürstendamm (ou Ku'damm), que é, tipo, a Champs-Élysées de Berlin: vários hotéis e lojas de grife por toda a extensão da avenida. Há alguns pontos turísticos e museus próximos também, mas não visitei nenhum, Até quis, mas não achei a exposição dos United Buddy Bears, que é um grupo de 140 estátuas de ursos pintados, cada qual, com as cores de um país do mundo. Isso pra representar o entendimento e a tolerância entre as diversas nações.
O mais próximo dos ursos que eu vi foram esses aí que devem ser patrocinados pela Coca-cola.

Dizem que essa fonte é conhecida, mas até então eu nunca tinha ouvido falar dela.

  • Durante toda a terça-feira fiquei doente. Meu chaaaapa, não existe coisa pior que ficar doente sem ninguém por perto pra cuidar de você! Muito ruim, bixo, sério mesmo. Desde segunda-feira à noite, já sentia uma leve dor de cabeça, mas na terça-feira de manhã eu acordei destruído, com a cabeça explodindo e como se tivesse sido espancado. Não fui pra primeira aula. Pedi pra minha Gastmutter, um remédio e ela me deu uma Aspirina. Voltei a deitar e até melhorei da dor de cabeça, mas o corpo ainda estava mal. Fui pra segunda metade da aula, já com a resposta ensaiada pra pergunta que eu sabia que viria: "Warum bist du so spät?" (Por que você está atrasado? - não sei se já falei, mas os alemães com quem eu já tive contato são meio 'inxiridos', querem saber de tudo. Eles não perguntam como você está só por cortesia, querem saber da sua vida, de verdade!). "Weil ich eine Kopfschmerzen hatte.". E só fui porque a Mensa é lá perto e eu achei que seria pior ficar sem almoçar. Voltei pra casa e passei o dia dormindo, e a cada vez que eu acordava, estava pior! Tomei um banho quente (pra alguma coisa isso tem que servir) pra ver se aumentava o fluxo da circulação sanguínea e isso modificaria de alguma forma o meu estado e... BAM! Mudou: no início da noite tive taquicardia. Mais agoniante impossível. Fiquei durante uns 15 minutos respirando fundo pra ver se acalmava esse 'coração véi baitola' e deu certo. À noite tomei mais remédios e, felizmente, no dia seguinte acordei bem melhor.
Sobre a quarta eu conto numa próxima oportunidade. Foi um dia legal. :)
Tschüs!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

~ Berliner Verkehr

Bom, após uns dias sem poder vir aqui com calma por diversos motivos (inclusive um pelo qual eu jamais esperaria: preguiça - desculpa, galera), volto aqui pra falar de algo que pode interessar a muitos, desde que estejam aqui para aproveitar. É o transporte público de Berlin.

Bem, de antemão, digo que não vou saber explicar tudo porque não utilizei todos os meios de transporte disponíveis (e provavelmente não irei). Para informações completas, visite: www.bvg.de ou www.bahn.de.
No entanto, a experiência até então afirma que o que tenho pra falar é suficiente para se andar satisfatoriamente pela cidade.

Os principais meios são:
  • U-BahnS-Bahn
Parecem ser a mesma coisa... e praticamente são. Uns dizem que um é mais rápido que o outro (o S-Bahn, por definição, deveria ser, já que o S vem de schnell - /xinele/, o último "E" mudo, rápido), já ouvi um alemão falando que o U-Bahn (Untergrundbahn) é melhor porque os "S" desde que surgiram se tornaram motivo de piada pra eles por causa de problemas nos trilhos, com a neve, portas que não abrem quando devem (e por isso eu já passei - e você fica com cara de retardado que se levantou pra sair e não saiu), enfim. Mas a verdade é que vejo a mais ou menos a mesma quantidade de pessoas entrando e saindo dos dois e eu e os turistas com quem já andei aqui não nos importamos com qual vamos pra determinado lugar, apenas pegamos o caminho mais rápido.

Malha de S+U-Bahnen de Berlin. Em todas as estações há murais com essa imagem ampliada.

Como vocês podem ver (eu acho), existem linhas bem conhecidas em Berlin: 2 que giram em círculos em sentidos opostos (S44 e S45), um que só serve pra ligar o Brandenburger Tor a Hauptbahnhof, passando pelo Reichstag/Bundestag (ver fotos nos outros posts, com a ressalva de que a foto com a legenda de Hauptbahnhof, na verdade, mostra a Alexanderplatz Bahnhof. Enfim, saibam apenas que é a estação principal), várias que passam pela Alexanderplatz, Friderichstrasse e Hauptbahnhof etc.

As outras curiosidades sobre os S+U-Bahnen é que não há cobrador, ou seja, teoricamente você pode pegar quantos metrôs quiser sem pagar, correndo o risco de ter algum fiscal dentro (que aparece esporadicamente pra questionar pelo ticket e caso você não tenha um válido, você deve pagar uma multa de 40 euros - até então, não passei por isso) e que eles são pontualíssimos, ou quase isso: quando eles chegam mais cedo nas estações principais, eles esperam o tempo que resta para dar o tempo programado e só aí seguem viagem (isso vale pra os outros meios de transporte também).
  • Bus
Com uma cidade onde o transporte ferroviário é tão eficiente, não é preciso se preocupar muito com os ônibus. Particularmente só pego uma linha que é a que me leva de casa pra estação mais próxima. É igualmente eficiente (em relação a conforto e pontualidade). Nas paradas há sempre indicações do horário em que o seu ônibus irá passar (diferente do trens, que é eletrônico e mostra apenas quanto tempo mostra pro próximo chegar, nesse caso há um schedule de todos os horários e dias que aquela linha passa por aquele lugar). 

Também diferente dos trens, você não pode pegar um sem um ticket, também em teoria: a 'fiscalização' é apenas mostrá-lo pro motorista. Eu, por exemplo, tenho um cuja validade é até dia 28/set (e isso está impresso no ticket), mas você passa tão rápido que o cara não tem tempo de ler (além de que são sempre umas 6, 7 pessoas entrando no ônibus). As curiosidades sobre eles é que todos eles possuem TVs e sistema de áudio pra alertar sobre qual é a próxima parada (os S-Bahnen não possuem uma TV, mas sim um letreiro, que dá no mesmo e os U-Bahnen possuem somente o sistema de áudio) e sempre que eles param, há um sistema de pressurização que abaixa o lado direito do ônibus (e facilita a entrada e saída de pessoas idosas e com deficiência).
  • Straßenbahn

Muito similares aos S+U-Bahnen, sendo a diferença é que os trilhos são nas ruas como se pode ver na foto a seguir.


As linhas são nomeadas através de um M (este, por exemplo, é o M2). O conforto e a pontualidade se repetem aqui. Já a disponibilidade de linhas é menor (tanto de variedade, quanto das mesmas, o que reduziria o tempo de espera). 


Mais curiosidades sobre o trânsito de Berlin:
  • Quase ninguém buzina aqui (a não ser por algo realmente necessário);
  • Não é raro ver algumas Mercedes e BMWs pela cidade;
  • Muita gente anda de bicicleta (inclusive nos trens, mas para isso é preciso comprar um ticket com esta finalidade). Se este for o caso, há algumas condutas muito utilizadas tipo: acenar com a mão quando for dobrar, não andar pela calçada a não ser que haja uma ciclovia desenhada nela etc.;
  • Nos mapas há as indicações A, B, C. São divisões de Berlin. A parte mais central de Berlin corresponde às letras A e B (meu ticket é AB, logo, me permite rodar livremente por ambas). A parte C é a região metropolitana, ou seja, é como se fossem as cidades-satélite de Brasília, Timon de Teresina, Caucaia de Fortaleza etc. (e para andar por lá, você precisa de um ticket AB-C);
  • Até agora vi pouquíssimos engarrafamentos (coisa de, no máximo, 10 minutos);
  • Até agora, nas ruas, vi apenas faixas brancas, mesmo em ruas e avenidas de mão dupla... Ainda não saquei como eles sabem diferenciar;
  • A maioria das pessoas espera o sinal de pedestres abrir mesmo quando não vem carros, bicicletas ou Straßenbahnen (segundo me consta, há uma multa para isso também, mas eu, que quase sempre estou com pressa, ainda não tenho esse costume). Mesmo as que não esperam só atravessam na faixa de pedestres (???) Sobre os sinais de pedestre: na parte leste da cidade, os bonequinhos parecem soldadinhos e na parte oeste, é o bonequinho tradicional.