sexta-feira, 16 de setembro de 2011

~ Letztes Wochenende

Dica ixpérta: no fim do post tem umas musiquinhas. Põe pra tocar enquanto você lê. Só uma sugestão! :)

Aproveitando essa minha essa minha época em que ficar em casa é providencial pra que o dinheiro sobre até o fim da viagem, vou contar aqui os Höhepunkte do último fim de semana, já que, como disse, essa semana não fiz muito além de trabalhar e comer (quando não tinha preguiça de fazer - a droga desse fogão elétrico me faz perder 20 minutos fritando um ovo!).

  • Quinta-feira fui visitar uma Empresa Júnior daqui de Berlin: a CCT e.V. (esse e.V. significa algo tipo Associação Registrada, o que me soa estranho. As empresas daqui costumam botar bastante isso nos nomes de fantasia, não somente na Razão Social. O mesmo acontece com o GmbH, o LTDA do Brasil).  Participei de uma espécie de reunião geral deles (espécie porque, não entendi muito bem, mas o Tanuj, que é como se fosse o Diretor de Gestão de Pessoas me falou que nem todos os membros iriam e estava bem confortável com isso, mas a reunião teve pauta de várias áreas). A galera pareceu bem legal. O mais curioso foi que foi bem fácil identificar alguns perfis que se repetem nas EJs do Brasil também: o pessoal de projetos, o de RH, os questionadores, os que não gostam do MEJ etc. Me soou bastante familiar também o estilo da reunião: numa sala de aula qualquer, discussões similares (muito também por causa dos perfis), com aquela característica meio underground (não sei se sou só eu que sinto o MEJ muito assim, correndo por fora, que um dia quando for um conhecimento de massa, vai parecer que foi de repente). Outras duas curiosidades: 1) a EJ não tem os cursos definidos. Tinha gente de várias Engenharias, e aí surgia Economia, Psicologia (não entendi muito como rola essa dinâmica, mesmo pra recrutamento e seleção), mas bem, ao que parece, funciona; 2) Por lei (pelo que eu entendi), eles não podem obter lucro. Por isso, então, a cada novo projeto, eles abrem uma empresa pra receber o dinheiro por ela (tipo um 'laranja'). Fiz uma apresentação sobre a Brasil Júnior  (o Espaço BJ do ENEJ, adaptado) e eles gostaram muito porque os slides deles eram bem planos, cheios de blocos de texto e os que eu apresentei eram quase todo de imagens criativas. Nesse momento fui convidado pra Sommerfest (parece estranho pra gente do Brasil, esse negócio de se basear pelas estações do ano) deles que aconteceu no sábado.
  • Fui ao Planetário daqui. Nada demais, bem parecido com o de Fortaleza, exceto pela apresentação que, diferentemente do Rubens de Azevedo, não é uma historinha e pelo tamanho, que eu acredito ser bem maior aqui. Eles mostravam diversas superfícies dos planetas, o som que fazia lá e o mais legal era o jogo de laser deles que fazia você se sentir dentro de um tubo ou se sentir 'cortado' por um plano.
  • Na sexta-feira, tava decidido a ir sozinho pra uma boate, quando no caminho me ligaram chamando pra ir pra um bar, encontrar uma galera que eu não conhecia. Fui (esse negócio de grana é sério, brother). Chego lá e poucos minutos depois que eu sento, descubro que o grupo tava a fim de ir pra uma boate ¬¬. Tudo bem não fosse o fato de um dos caras ter 17 anos (sério, PRA QUÊ, bixo, pra quê fazer um intercâmbio se você vai ter que se submeter a inúmeras restrições? Já não basta a da grana?). Metade do grupo entrou e metade ficou fora, incluindo eu. Fomos todos pra outro bar, chamado Amalgam. Nada demais, além do fato de que tinha fumantes dentro dele, e isso era permitido. O próprio (aparentemente) dono tava fumando do nosso lado. De lá, todos (3 suíços e 2 brasileiros) foram embora. Mas bem, eu estava determinado a entrar numa boate naquele dia. E fui! Mesmo sozinho. Aí vai a dica: Alte Kantine, na Kulturbrauerei. 5 euros pra entrar, já incluso serviço de Garderobe. Espaço pequeno, mas não muito lotado. A única ressalva foi um casal que estava do meu lado sem a menor cerimônia. E vocês não tem noção do que eu quero dizer com 'sem a menor cerimônia' (se vocês tiverem: tenho medo dos lugares que vocês frequentam!).
  • Sábado acordei 1:30 da tarde. Tinha marcado com o pessoal da CCT às 3h. E, brother, já falei que o sistema de transporte público de Berlin é ótimo, mas também já disse que ele não faz milagres. Só acho que não falei que posso não conhecer a pontualidade britânica, mas conheço a fundo a pontualidade alemã. Desde os transportes (como também já havia falado) até as pessoas. Praticamente ninguém atrasa. E eu tinha pela frente um percurso equivalente (em tempo e espaço) a ir do Aterro da Praia de Iracema pra Av. Oliveira Paiva de ônibus (Grande Circular → Terminal Papicu → Paranjana 2 - a propósito, como faço esse percurso agora já que o Paranjana acabou?). Cheguei às 3h10. 'Felizmente', outras pessoas chegaram depois de mim. O negócio começou com uma espécie de Gincana. Dividiram-se grupos. A primeira tarefa era resolver um problema que era algo tipo: 'A resposta de 28 é 14; a resposta de 16 é 8; a resposta de 10 não é 5'. Não vou ser sacana com vocês e vou dar a resposta porque só funciona com os números em alemão: o segundo número é a quantidade de letras do primeiro por extenso (achtundzwanzig = 28; sechzehn = 16; zehn = 10). Feito isso, tivemos que ir pra Hauptbahnhof procurar por alguém vestido de pirata e tirar uma foto.  Abre parêntesis: em Berlin está em período eleitoral, e tem um partido chamado Pirat (e a principal proposta deles é liberar os downloads na internet. Se eu fosse um Berliner, era capaz de votar neles, porque não tem nada mais chato que, por exemplo, não poder ver um vídeo no youtube por causa de direitos autorais). Fecha parêntesis. Claro, não achamos ninguém de pirata, mas forjamos uma vendedora de uma loja (não sei se já falei, mas as principais estações de Berlin parecem shoppings. A Hauptbahnhof, então...) que tinha uma tatuagem estranha e um pano lá da própria loja. Depois pegamos um Regionalverkehr (um trem que roda entre região metropolitana e Berlin) pra irmos até a estação mais perto de onde ficava a casa onde aconteceria a festa. Aqui senti pela primeira vez como é ser um fora-da-lei ao pegar o trem pra região C, só com o passe AB. Passei a viagem toda vigiando a porta pra ver se o tal fiscal apareceria e com muito medo disso. Cheguei sem ser preso ou multado. Curiosidades sobre a festa: gostei da preocupação com os detalhes: tapa-olho de pirata pra todo mundo, moedas de chocolate, decoração com bandeiras e bóias. Foi meio que um churrasco, muita salsicha, um outro tipo de carne, milho, umas saladas, enfim. Faltou só o arroz amarelo, vulgo farofa. E acabou como costumava acabar os churrascos do meu segundo e terceiro anos: confusão. Uma galera banhando de cueca (e isso nem era o problema! ¬¬) quebrou a piscina. Mais detalhes a seguir. No mais, provei 3 bebidas: 1) Fährmann's Rache (Vingança do Barqueiro): uma garrafinha de 20ml com Likör a 25%: HORRÍVEL, BIXO! 2) Pfefferminz: algo que parece Listerine no gosto, mas você pode engolir e não arde tanto. 3) Shot de vodka com Brause-pulver (sabe aqueles saquinho de ki-suki pequenininhos que dizem que fazem um litro de suco e você custa acreditar? Era algo daquele tamanho com, também, um pó que você abria e punha de uma vez na boca e, em seguida, tomava o shot. Foi estranho, mas o gosto que ficou era bom. A tradução literal é pó efervescente de limonada.).  No mais, 'ensinei' a galera a dançar 'Delícia' e samba (ponto positivo de estar na Alemanha: se você é 3 no Brasil, você é 20 aqui, de 0 a 10). Como eles passaram a festa inteira ouvindo música eletrônica, aproveitei pra botar algumas músicas brasileiras no 'mesmo ritmo'. Olha aí embaixo. Voltei em bando a pé com alguns caras pra pegar o trem (a estação ficava a uns 20 minutos). Peguei de novo o trem clandestinamente e voltei pra casa. :)
Sara e Dragan, os sérvios.


Acho que essa vai ser uma das coisas que eu vou sentir falta quando voltar: não se preocupar com violência urbana seja em qual horário for. :/

Banheiro no Amalgam Bar. E isso não significa unissex!

É isso aí: Na Alte Kantine (o pedido musical custa 20 euros!)


Chegada na festa. Não sei se dá pra ver muito bem mas o esquema da piscina era assim: parecia aquelas piscinas de criança feitas de plástico com capacidade de 2000 litros. Só que o formato dela era redondo, e ela era embutida dentro de um vão/buraco. A idéia é que ela fique aderida as paredes do buraco, mas, de alguma maneira, os caras conseguiram amassar as bordas da piscina. Pena eu não ter conseguido entender tudo o que eles discutiam, mas a briga foi tensa!


Saia da ilha e vá para a terra, por cima  de panos de chão. Jogo besta, mas até que rendeu umas risadas.


Eles gostaram de ambas! =)

Essa foi uma que eu vi o cara escolhendo. Via de regra odeio esse tipo de músicas, mas até que essa é legalzinha.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

~ Ein paar (lustige) Nachrichten

Seguindo os conselhos do meu amigo Samuel e a inspiração que eu Tomei do meu brother paraibano Dante, vim falar um pouco de coisas engraçadas, estranhas, irritantes, curiosas, enfim... que aconteceram por aqui. Algumas delas nem merecem tanto destaque assim, e essas eu vou tentar dar uma agrupada. Vamos a elas:

1) Mit dem Fahrrad fahren
Lembra de quando eu aluguei a bicicleta pra dar umas voltas em Berlin? Bem, é possível que eu tenha deixado de contar um momento épico deste episódio. Eis que eu, perambulando pelas principais avenidas de Berlin, decido mostrar que anos e anos de bicicleta no paralelepípedo das ruas Frei Segismundo e Ceará, em Teresina, me renderam a destreza e perícia para pedalar sem as mãos. E, lógico não perdi a oportunidade de mostrar para todo mundo que é possível pedalar e, ao mesmo tempo, se alongar, estalar os dedos, guardar o celular no bolso, enfim. Até aí tudo bem! :) Até que num momento, prestes a subir um meio-fio, lá vou eu e seguro momentaneamente a bicicleta pra levantar o pneu dianteiro e... BAM! A borracha do manete saca fora e eu caio feito uma jaca no chão. Meeeeirmãão, a vergonha não foi pouca não. Em plena Unter den Linden, eu lá me recompondo do tombo, tentando fazer a bicicleta voltar a andar... Sim, porque a corrente insistia em não voltar a girar e quando voltou, começou a fazer um barulho horrível e logo quando eu tava indo devolvê-la. Consegui 'ajeitar'. Na hora de devolver, fiquei bem tenso vendo o dono da locadora conferindo o giro dos pneus, dos pedais e todo o resto da bicicleta. (Não! Não tem foto nem vídeo da queda! ¬¬)

2) Bestellung im Burger King
Seguinte... quando você fala o idioma mas não se sente seguro pra falar a qualquer momento com qualquer pessoa, você, vez por outra, faz uns ensaios mentais. Foi assim nessa história. Chego no Burger King pra fazer meu pedido e fiquei uns 3 minutos mentalizando tudo o que eu teria que dizer pra conseguir com louvor fazer meu pedido todo em alemão. Olhei pro cardápio e pensei: "Nummer 8, ohne Salat. Quando ela perguntar a bebida eu digo 'Cola'. Daí eu entrego o dinheiro e ela me dá o troco.". Agora sim, tudo no esquema chego lá:

- Guten Abend, ein nummer 8, ohne Salat, bitte. (Boa noite, número oito, sem salada, por favor)
- Menu?
- Ja ja, nummer 8.
- Aber die Menu oder nur das Sandwich? (Combo ou só o sanduíche?)
- (só entendendo 'nur das Sandwich') Menu, menu, menu!
- Mayo und Ketchup? (Maionese e catchup?)
- Cola zu trinken. (Coca-cola pra beber)
- ... (mulher não entende)
- ... (eu não entendo a mulher não entendendo)
- Yes, but do you want ketchup and mayo?
...

A partir daí todo o pedido se desenrolou em inglês e eu, desolado, tive que engolir esse sapo. Não bastasse meu fracasso, meu sanduíche ainda veio com tomate. Certo, tomate é uma fruta, mas, bixo, ninguém sai comendo tomate aí que nem sai comendo maçã. Tomate sempre (eu disse s-e-m-p-r-e) está na salada! O pior é que eu ainda não sabia que tomate não fazia parte da salada deles. Achei apenas que ela não tinha ouvido. E o problema de conseguir entender é que eles falam muito rápido.

Segunda vez, vou lá e penso: "seguinte, número 8, sem salada, sem catchup nem maionese, coca-cola pra beber".

- Hallo, nummer 8, ohne Salat, kein Ketchup und keine Mayo, Cola zu trinken.
- Menu?
- ... (pausa por um momento e daí eu lembro o que é o 'Menu') Ja, menu, menu, menu! (Por algum motivo eu repito a palavra várias vezes quando eu consigo entender).
- Ohne Tomate auch? (sem tomate também?)
- ... (tentando assimilar) Ja, ja, ja. Ohne Tomate!
- Hier essen oder mitnehmen? (comer aqui ou pra viagem?)
- ... (cri cri cri)
- Hier essen (apontando para o chão)?
- AAHH JA! Ja, ja, hier essen!
- Ist das alles? (isso é tudo?)
- ... (Ahn?)
- Is that all?
- Ja...  =/ (em tom de voz moroso)

Da terceira vez eu fui no gás. "Meirmão... hoje eu faço esse pedido todo em Alemão!". Meu objetivo era fazer o pedido todo de uma vez em alemão e assim foi:

- Hallo, eine Double Steakhouse, ohne Salat, ohne Tomate, keine Mayo, kein Ketchup, Cola zu Trinken!
- Menu?
- (NÃO É POSSÍVEL! - pensei.) Menu, menu.
- Hier essen oder mitnehmen?
- ... Ja, das ist alles!
- Ja, aber hier essen (apontando pro chão) oder mitnehmen?
- Hier essen, hier essen.
- Sechs, neunundneunzig (6,99).
- Danke schön.

E bem: essas foram as 3 vezes. Na próxima, EU JURO, eu vou consegui pedir tudo de uma vez:
- Hallo, eine Double Steakhouse Menu, ohne Salat, ohne Tomate, keine Mayo, kein Ketchup, Cola zu trinken, hier essen, nichts mehr! Danke schön!

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Por enquanto ficam essas. Tá ficando tarde e eu tenho que acordar cedo. 
Vou tentar colocar mais algumas amanhã. :) Tschüs!

~ Das DDR Museum

Bom, esse texto vai ser inteiramente dedicado ao DDR Museum, o qual eu visitei quarta-feira passada. Até então foi o melhor museu que eu já fui aqui - e, talvez, na minha vida. Isso porque ele não mostra artefatos antigos, com alguns textos pra falar de alguma coisa do passado. Nele, você é levado a praticamente viver no então lado Soviético da Alemanha. Tirei algumas fotos nele, mas pra felicidade de vocês, fiz alguns vídeos também (mais um motivo pelo qual é legal de se visitar: não tem frescura quanto a isso).

Vamos lá, então: o DDR Museum (Deutsche Demokratische Republik, ou República Democrática Alemã) fica às margens do rio Spree, pertinho do Berliner Dom. Na entrada/saída há a loja de souvenirse ao lado fica o restaurante do Museu. Ele todo trata sobre os diversos aspectos da vida na Alemanha Oriental: trabalho, moda, cinema, rádio, televisão, casa, governo etc. Pra isso, há diversos painéis contando toda a história tanto em texto como em objetos da época, possuindo alguns deles janelas e gavetas, que obrigam você a abri-las pra descobrir o que há dentro e entender sobre o que está sendo contado. Há também uma montagem da casa da época: sofá, mesa de centro, armários, TV, banheiro, cozinha etc.

Mas bem, vamos às fotos:

Algumas profissões em alta na DDR. O trabalho nas fábricas era muito procurado e era bem pago.
Trabalhadores individuais bem como grupos ganhavam inclusive medalhas e seu nome na Parede da Fama.
E já existia happy hour naquela época :)


Um abraço 'pros brother' que fizeram Mecânica das Máquinas comigo! :)

Moda ditada pelo governo, produção roupas sintéticas a todo o vapor e as pessoas costuravam suas próprias roupas.

Itens de casa.

Cinema da época: filmes com propaganda política do governo nas escolas e censura dos anos 60 até o fim dos anos 80.


Moradia da época.

O vídeo não é dos melhores, mas se serve de consolo, pra mim também não foi lá o mais legal já que eu não entendi muita coisa do que o cara disse.

Diversos meios de comunicação e uma só opinião.

Juramento dos soldados da DDR.

Preparativos para a invasão da Berlim Ocidental.

Guarda-roupa de um soldado.

Darth Vader, ou como diriam outrora, Serviço Nacional.

Hino Nacional da DDR. Descobrir quais as palavras-chave dele não é um jogo tão legal. =/

Inspirados no hino da DDR, martelo, compasso e anel eram os símbolos que guiariam a reconstrução do país após a unificação.

Maquininha de simulação ultranacionalista.

Diversos partidos políticos e uma só opinião.

Todos concorda.

Aprenda a escrever em Russo, se conseguir apagar o que deixaram antes de você.


Expressões de ambas Alemanhas. Algumas mantém-se até hoje. Nessa placa você pode fazer as associações. Eu, claro, acertei todas! Ou não. =(

Bem, não sei se eu consegui passar o quão legal é o Museu. Senti que ficou faltando alguma coisa, mas isso é bom que quando possível você pode ir conhecer e ver o que falta. São 6 euros bem investidos!

Beijos e abraços, devidamente distribuídos.