Segunda-feira, 29 de agosto de 2011, 8:10 da manhã. A mulher do Herr Faller bate a minha porta dizendo que temos que nos aprontar. Acordei atordoado, buscando procurar me arrumar o quanto antes. Vou tomar banho e... lembra do banheiro que só tem banheira? Imagine agora (ou, melhor não) eu me contorcendo dentro dela pra conseguir me molhar, ensaboar e secar o quanto antes. Sério, banheira é legal e tal, mas não foi feita para o banho matinal.
Minha aula começa às 9h. E eu demorei a acordar porque aqui o sol tá se pondo às quase 9h da noite. Ou seja, não consigo dormir cedo porque não sinto que é hora de dormir. Quando sinto vontade de dormir, já é mais tarde, cerca de 2h da manhã. Sono pouco nas férias é putaria!
Fomos então. Caminhamos, pegamos o ônibus, em seguida o metrô, caminhamos mais um pouco e chegamos. Na estação do metrô, encontramos com a italiana que mora aqui e essa foi a única vez que eu a vi. Bonita e até mesmo sympathisch (/zimpatich/). Na escola, fiz o teste para saber em qual turma iria ficar. Enquanto aguardávamos o resultado, fomos eu e os novos alunos (em maioria feminina) pra uma Bäckerei (/becarai/, padaria). No grupo havia 2 croatas, uma espanhola, uma suíça e outra que eu não lembro de onde vem. As croatas são muito v-a-g-a-b-u-n-d-a-s, porque mesmo na roda, com todos em volta, elas insistem em conversar em Kroatisch (croata, croatês, croacês... sei lá) sabendo que ninguém tava entendendo nada (e ainda são fumantes!). Sou, por excelência, filho da puta com quem é filho da puta. Queria muito ter um amigo pra brasileiro naquele momento pra ficar conversando com ele coisas o tipo "Que rapariga safada, brother!" na entonação de quem diz "O café tá muito bom!". A propósito, caso queira tomar café aqui, vá onde sabem fazer: Starbucks! O resto é água preta (isso inclui o que é oferecido no avião).
Voltamos. Elas ficaram numa turma avançada em relação a mim, muito provavelmente pelo fato de que eu marquei alguns itens gramaticais pra revisão (eles nos perguntavam o que já vimos, não vimos ou queremos rever), porque, de acordo com o teste, eu poderia ficar na mesma turma delas. Quase chegando na sala encontrei 2 brasileiros: uma pernambucana, de Recife e um mineiro, de Uberrrlândia. Curioso foi que quando nos cumprimentamos, fizemos da mesma maneira que os alemães (e eu acredito, que os europeus de forma geral) fazem: apenas aperto de mão, sem qualquer sinal de efusividade brasileira. Descobri que fiquei na sala dele, onde estão também 2 sérvios, 1 mexicana, 1 colombiano, 1 espanhola, 1 japonês, 1 canandense, 1 francês, 2 australianos e mais uma brasileira, "do Rio" = de Niterói hahaha.
Quadro de avisos: excursões, reuniões em pontos turísticos etc.
O assunto abordado eu já sabia (foi um dos que eu tinha marcado pra revisão, meio que me arrependi disso). Ao fim da aula fui almoçar com o pessoal que tinha ido a padaria comigo, pois os brasileiros já tinham ido embora. Depois de rodar um pouco, certa indecisão e tudo, acabamos num restaurante italiano onde pedimos uma pizza. Na verdade, cada um pediu uma pizza. Dica pra você que quer vir pra cá: via de regra, os valores meio que se replicam de reais pra euros. Tipo, se você paga 3 reais em alguma coisa aí, aqui custa em torno de 3 euros. Comida nem tanto. Quando vi que custava 5 euros, achei que fosse uma pizza pequena ou mesmo só uma fatia. Mas na verdade era uma pizza equivalente a uma média no Brasil (o preço saiu mais ou menos o mesmo, dependendo da pizzaria de comparação). Segundo as meninas que estavam comigo (as 2 croatas e a suíça), é bem comum esse tamanho pra uma pessoa aqui. Comi tomando Coca-cola (ah, líquidos em geral, eles vendem em fração de litros: 0.2 L, 0.3 L, 0.4 L. E costumam ser bem mais caros que no Brasil).
De lá, voltamos pra escola pra esperar pela outra menina que eu não sei de onde é pra gente ir pra Alexanderplatz (/alecsandarplatz/, googla aí. É tipo a praça central da cidade), onde fica a Fernsehturm (/féarn-zê-túarm/, a torre de televisão) além de muitas lojas, shoppings, museus próximos (curiosidade: Berlin tem mais museus que dias de chuva) etc. De lá, fomos ao Berliner Dom (catedral de Berlin), que gigante, cheia de escadas nas laterais que nos levam a um corredor externo bem estreito de onde dá pra ver vários pontos da cidade.
Chegando na Alexanderplatz. No fundo, a Fernsehturm.
Alexanderplatz, de baixo de chuva (mas é na Alemaaanha, então tudo bem! ¬¬).
Essa loira de costas é uma das croatas vadias!
Ainda Alexanderplatz. Ao fundo, um Straßenbahn (uma espécie de bonde, que anda pelas ruas e divide espaço com os carros).
Hauptbahnhof: estação principal do metrô.
Mais Turm (detalhe para o céu deste verão europeu no qual eu pretendia fazer algo diferente, tipo tomar uns bons drink)
De novo a croata rapariga.
Nessa hora faz falta alguém pra tirar foto com/de você. A placa diz: conte sua história.
Berliner Dom.
Dentro do Dom: 4 euros para entrar.
Enquanto você tá lá, fica tocando umas músicas similares às de ópera muito tensas. É punk!
Por falar nisso, são realizadas óperas aqui.
Abaixo alguns projetos de como seria o Dom:
Um doce pra quem descobrir a curiosidade sobre essa foto.
Fernsehturm vista do corredorzinho do lado de fora do Dom.
Outra vista a partir do mesmo local.
De cima pra baixo. (tenho que descobrir o nome desse rio/canal/córrego. O cheiro de peixe é bem forte).
Espanhola gente boa.
Até ontem achava que essa era a Humbolt Universität, mas hoje visitei alguns desses prédios e tem alguns museus aí pelo meio.
Em seguida, as croatas foram embora e eu e a espanhola que tinha se juntado ao grupo novamente um pouco mais tarde pegamos um ônibus para a estação do Brandenburg Tor (/brandenbúark tôar/, Portão de Brandenburgo, símbolo da unificação das Berlins anteriormente divididas). Pegaríamos o mesmo S-Bahn, mas em sentidos opostos. Na volta, passei num supermercado, comprei maçãs, pães, salame e coca-cola. Cheguei em casa e praticamente jantei uma maçã. A boa notícia é que depois de um dia cheio como esse, ter uma banheira pra relaxar é muito, muito bom.
Antes de entrar na estação, tirei essa foto do Brandenburg Tor.
Hoje passei lá pra ver mais de perto e tals e tals. Mais fotos em breve.
1,99 euros por um quilo de maçãs chilenas. Chupa essa manga! Digo, morde essa maçã! (#trocadilhoinfame)
Post mto bom...
ResponderExcluirri mto com o "Que rapariga safada, brother!"